Uma promoção bem bacana para quem pretende assistir Hair este final de semana. De hoje a domingo, basta apresentar uma flor ou o selo desse anúncio ao lado para ganhar 50% de desconto no ingresso inteiro. Lembrando que quem já paga meia não vale. É só apresentar e se divertir.
PS: Além da versão da Braodway, assisti Hair também em SP na semana passada. Em breve colocarei uma crítica. Apenas para adiantar, você vai aproveitar o tempo, dar umas risadas, vai amar o final, mas sua vida não vai mudar nada e pouco irá refletir.
Mostrando postagens com marcador Hair. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hair. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Cabaret e Hair inauguram temporada 2012 de musicais em SP
Minha reportagem publicada no jornal Correio Popular nesse domingo, 15/01/2012
![]() |
| Claudia Raia é Sally Bowles em Cabaret |
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
O que uma prostituta, uma tribo de cabeludos, uma família com hábitos bem estranhos, três Drag Queens e um cantor de MPB têm em comum? Se a primeira resposta que vier a cabeça for nada, já adianto que eles têm sim algo a compartilhar. Afinal, estamos falando dos personagens de musicais que vão encantar o público na temporada 2012, em São Paulo. Podemos dizer, inclusive, que a capital paulista realmente se tornou a Broadway brasileira. Apenas no primeiro semestre do ano, para se ter ideia, pelo menos seis grandes produções estarão em cartaz, como, seguindo a ordem dos personagens citados no início do texto, Cabaret, Hair, A Família Addams, Priscilla – A Rainha do Deserto e Tim Maia – Vale Tudo, o Musical.
Dando largada à maratona de música, dança, canto e enredos espetaculares, a peça estrelada por Claudia Raia, Cabaret, retornou anteontem ao teatro Procópio Ferreira, no Jardim América, e ficará em cartaz até 26 de fevereiro. Encenado pela primeira vez há exatos 45 anos, Cabaret se tornou um dos musicais de maior sucesso de todos os tempos, principalmente pelo sucesso que a história fez no cinema, consagrando Liza Minnelli no papel da prostituta Sally Bowles.
Não pense, entretanto, que você verá a mesma personagem no palco paulistano. “É uma Sally muito diferente”, explica a orgulhosa Claudia Raia, que esperou mais de 20 anos para conseguir comprar os direitos da peça e finalmente realizar o sonho de interpretar esse papel. “No filme, por motivos óbvios em Hollywood, ela não podia ser uma prostituta, porque na época não se falava abertamente sobre isso. Na peça, ela é uma personagem muito solitária, alcoólatra, então a gente pesou um pouco nas tintas, na história real do livro, que é uma Sally soturna, underground.”
Ambientada no Kit Kat Club, uma decadente casa noturna em Berlim, em 1931, a trama, baseada no livro de Christopher Isherwood, gira em torno do relacionamento da inglesa Sally com o escritor americano Cliff Bradshaw, encarnado pelo jovem ator Guilherme Magon. Claudia foi convidada em 1989 para a única versão de Cabaret no País, mas não pode aceitar devido a novela Rainha da Sucata. Desde então, ela nunca mais tirou Sally da cabeça.
“Esse personagem tem tudo o que uma atriz de musical quer fazer. Ele tem uma música espetacular, difícil e desafiadora. Em termos de dança eu consigo mostrar vários estilos. E estamos falando de uma Sally Bowles que é, ao mesmo tempo, hilária, leve, gozadíssima, mas que, no fundo, é uma mulher extremamente infeliz, que não consegue aguentar com ela mesma. Ela só existe na hora que o foco de luz se acende e ela canta no cabaré”, conta.
A grandiosidade da peça também pode ser vista em números. São mais de 80 profissionais envolvidos, entre artistas e técnicos, 150 figurinos provocantes, ousados e brilhantes (apenas Claudia Raia usa dez figurinos e tem nove trocas de roupas durante o espetáculo), 18 músicas, 40 perucas usadas pelo elenco e 11 mesas, que acomodam um total de 60 pessoas (do público) instaladas em cima do palco, tudo para deixar um verdadeiro clima de cabaré. “E você com certeza sentirá que está em um Cabaret”, avisa Claudia.
![]() |
| Após temporada de sucesso no Rio, Hair chega a São Paulo |
Hair
Saindo da Berlim da década de 30 para uma Nova York tomada por hippies no final dos anos 1960, o musical Hair deixou o sol entrar no Teatro Frei Caneca, na Consolação, desde sexta-feira, e ficará em cartaz em São Paulo até 29 de abril. Após ser vista por mais de cem mil pessoas no Rio de Janeiro, a versão brasileira assinada pela dupla Claudio Botelho e Charles Möeller (responsável por clássicos como A Noviça Rebelde e As Bruxas de Eastwick) chega com novo elenco e a promessa de colorir a cidade e relembrar sucessos como Aquarius e Let the Sunshine In.
Assim como Cabaret, porém, quem pensa que verá uma versão teatral do filme homônimo de Milos Forman, de 1979, está tremendamente enganado. Além das regalias disponíveis para as telonas, alguns personagens e o próprio enredo são diferentes. Mas, segundo Botelho, isso não afeta a força de Hair. “Eu venho da experiência do Rio, que também tinha um público com essa expectativa do filme, e o que posso dizer é que o poder musical é tão forte, que as pessoas não vão esperando pela história, mas pelas músicas. E, quanto a isso, o público será atendido, porque elas todas estão lá. As pessoas embarcam na trama e esquecem a historia do filme.”
Hair se consagrou como uma das principais referências do movimento cultural e comportamental que mudou o mundo nas décadas de 60 e 70. Em plena Guerra do Vietnã, jovens abastecidos com LSD vivem o amor livre, o rock psicodélico e a filosofia oriental. A peça original estreou em 1967 no circuito off-broadway e logo chamou a atenção devido a uma emblemática cena de nudez frontal e ausência de cenários e de uma coreografia formal.
O campineiro Ricardo Nunes, que já fez Mamma Mia e Jekyll & Hyde - O Médico e o Monstro, integrou o elenco de Hair em São Paulo. “Foi a Kiara Sasso (queridinha dos musicais e namorada de Nunes) que me indicou para os testes e deu tudo certo. É realmente muito legal fazer parte dessa peça”, disse.
“É um elenco bastante diferente do original do Rio, mas com um rendimento muito bom. A troca de elenco nunca é um problema, é doloroso, mas faz parte da profissão e não faz a peça perder o encanto”, lembrou Botelho.
![]() |
| Priscilla, A Rainha do Deserto estreia em março em SP |
O que vem por aí...
O palco do Teatro Abril recebe em março a montagem cantarolada de A Família Addams, pouco tempo após sua estreia na Broadway. Marisa Orth e Daniel Boaventura dão vida aos famosos personagens Mortícia e Gomez Addams. Na trama, Wandinha, a filha do casal, leva seu namorado considerado normal para jantar e conhecer a sua família, para desgosto de todos.
Outro clássico das telas que chega aos palcos de São Paulo é a adaptação musical de Priscilla, A Rainha do Deserto. Sucesso nos palcos da Broadway e em Londres, o espetáculo terá sua versão brasileira também a partir de março. O musical contará a história de três Drag Queens que são contratadas para fazer um show no meio do deserto australiano, viajando a bordo do ônibus Priscilla.
Estreando no gênero musical, o ator José Mayer, indicado ao prêmio Shell de Teatro, traz o espetáculo Um Violinista no Telhado, também dirigido por Charles Möeller e Claudio Botelho. Baseada nos contos judiciais de Shalom Aleichem, a peça narra a história de Tevye, pai de cinco filhas que trabalha como leiteiro de um vilarejo judeu na Rússia Czarista.
Depois do enorme sucesso no Rio, o elogiadíssimo Tiago Abravanel, neto de Silvio Santos, chega ao Estado com a peça Tim Maia – Vale Tudo, o Musical. O espetáculo mostra a trajetória do cantor desde a infância na Tijuca, quando era entregador de marmitas, até sua morte, passando pelo período que morou em Nova York, até as primeiras bandas.
Ponto de Vista - Fábio Trindade
Primeiramente, algo importante de ser dito para os preconceituosos, sempre, é que as produções nacionais não ficam devendo em nada para as tidas como originais, seja em Nova York ou Londres. Digo isso porque já ouvi, muitas vezes, frases como “eu não assisti porque não gosto de montagens brasileiras”. Quanta bobagem. A avalanche de musicais em São Paulo e no Rio de Janeiro provam que o gênero criou seu público e profissionais capacitados para manter várias peças em cartaz ao mesmo tempo. E se o estilo vem crescendo, é porque tem qualidade.
Basta passar pelas portas do Teatro Procópio Ferreira, por exemplo, para realmente se sentir em um cabaré. As mesas no palco, a iluminação fraca, a música de fundo, o ambiente esfumaçado. Quando o musical começa então, pronto, entregue-se ao clima de azaração, diversão e até erotismo (tudo na medida certa) pelas próximas três horas. Corpos sarados tocando-se em coreografias sensuais, alinhados a boa música e um roteiro impecável completam o proposto. Claudia Raia... bom, é Claudia Raia. A atriz de 45 anos, além de exibir um corpão de deixar qualquer garotinha de 20 anos com inveja, mostra porque queria tanto fazer esse personagem. A transformação da personagem no palco é algo impressionante, passando por uma divertidíssima prostituta, que engana o companheiro para ter onde morar, até um trapo de pano largado no canto depois de ser usado. Um desafio, mas cumprido brilhantemente.
Já Hair, que luta para mostrar uma tribo sem preconceito, pode, digamos, gerar diferentes opiniões. A versão de Nova York, a que eu conheço, ganha força, obviamente, com as músicas clássicas da trama e um final que coloca o público, literalmente, para dançar. Mas em diversos momentos, a falta de ligação no roteiro transforma o enredo político em puro tédio. Mas, como disseram os responsáveis pela montagem brasileira, versão não quer dizer cópia, e as coisas podem ser bem diferentes por aqui. Algo até frequente no mundo dos musicais, ultimamente.
Serviço
O quê: Cabaret
Quando: de 13 de janeiro a 26 de fevereiro
Onde: Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2.823, Jardim América, São Paulo, fone: (11) 3083-4475)
Quanto: de R$ 40,00 a R$ 200,00
O quê: A Família Addams
Quando: estreia em 2 de março
Onde: Teatro Abril (Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista, São Paulo, fone: (11) 3105-2039)
Quanto: de R$ 70,00 a R$ 250,00
O quê: Hair
Quando: de 13 de janeiro a 29 de abril
Onde: Teatro Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569, Shopping Frei Caneca, 6º andar, São Paulo, fone:(11) 3472-2226)
Quanto: R$130,00(quinta e sexta) e R$ 160,00 (sábado e domingo)
O quê: Priscilla, A Rainha do DesertoQuando: estreia em 16 março
Onde: Teatro Bradesco (Rua Turiassu, 2100, Perdizes - Shopping Bourbon, São Paulo, fone: (11) 3670-4100)
Onde: Teatro Bradesco (Rua Turiassu, 2100, Perdizes - Shopping Bourbon, São Paulo, fone: (11) 3670-4100)
Quanto: Não Divulgado.
O quê: Tim Maia – Vale Tudo, o Musical
Quando: estreia em 9 de março
Onde: Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2.823, Jardim América, São Paulo, fone: (11) 3083-4475)
Quanto: Não divulgado
O quê: Um Violinista no Telhado
Quando: estreia em 22 de março
Onde: Teatro Alfa (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, São Paulo, fone: (11) 5693-4000)
Quanto: Não divulgado
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Reportagem - Um campineiro em Hair
Minha matéria publicada no jornal Correio Popular - 04/12/11
Fábio Trindade
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
Tudo começou em 2002, com o grupo amador de teatro musical Drama Club, do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos em Campinas. Na época, as atuações aconteciam apenas em montagens regionais de musicais da Broadway, como Footloose, mas, mesmo sendo musical, os hits precisavam ser dublados. Até então, o ator campineiro Ricardo Nunes, de 36 anos, só havia cantado em bandas de rock e feito teatro, em 1994, na escola que frequentou nos Estados Unidos durante um intercâmbio. Mas foi a partir dessas experiências que Ricardo se apaixonou pela área e desde então os musicais nunca mais saíram de sua vida. No elenco da superprodução Mamma Mia, em cartaz apenas até o próximo dia 18 no Teatro Abril, em São Paulo, a agenda do campineiro já está traçada. Em janeiro, Ricardo estará no clássico musical Hair, no Teatro Shopping Frei Caneca, também na capital.![]() |
| No papel de D. Miguel em Império, de Miguel Falabella |
“Quando descobri que havia uma forma de teatro cantado que não era ópera, moderno e muito mais teatral, eu me encantei, pois senti que poderia juntar tudo que sempre gostei, a brincadeira de faz de conta, com a música e o canto. Depois do inicio no Drama Club, alguns amigos resolveram levar a serio essa diversão e montaram um grupo de musicais, para criar trabalhos autorais. Eu também quis seguir carreira, porque a música sempre foi a minha paixão”, lembrou Ricardo.
Em 2006, o campineiro se juntou ao grupo Couvert S/A, onde começou a ter experiências reais do trabalho de um ator de musical, criando, ensaiando, e divulgando o próprio trabalho. “Foi uma experiência maravilhosa e que me preparou pra fazer a audição do musical Império, do Miguel Falabella, no Rio de Janeiro. É uma área bem difícil, porque precisamos de dedicação total e não temos garantia nenhuma de continuidade.”
Como o pai e um dos irmãos são dentistas, para conseguir se dedicar a arte, estudando e fazendo aulas, Ricardo desenvolveu a habilidade de fazer dentes de porcelana, como forma de ganhar dinheiro. “Fiz alguns cursos e hoje trabalho também como ceramista dental nas horas vagas, quando estou em cartaz, e em tempo integral quando não estou em nenhum musical. Eu preciso me sustentar, ter o meu dinheiro, já que apenas teatro é uma área muito difícil. A gente não sabe quando vai ter trabalho. Fiz vários testes e não passei, mas agora, ainda bem, vou emendar um musical no outro. Estou trabalhando muito e com muita satisfação. Além disso, fiz faculdade e sou formado em psicologia, mas não atuo na área”, conta.
![]() |
| Cena do musical Jekyll & Hyde - O médico e o Monstro |
A primeira superprodução musical vinda da Broadway, em São Paulo, que Ricardo participou, foi o sucesso Jekyll & Hyde - O Médico e o Monstro. No papel do antagonista Simon Stride, foi nessa peça que Ricardo conheceu e começou a namorar Kiara Sasso, a grande queridinha e o maior nome do teatro musical do País, tendo no currículo musicais como O Fantasma da Ópera, A Noviça Rebelde e A Bela e a Fera - além de ser a protagonista de Mamma Mia. “Foi em uma festa, pouco antes de estrear, que começamos a nos conhecer. Nossa relação funciona muito bem, afinal, nós dois fazemos a mesma coisa. A gente se ajuda nos trabalhos, ela já está bem avançada na técnica, então tiro dúvidas, ela me ajuda nas audições, na escolha das músicas. É muito gostoso.”
E foi justamente a Kiara que apresentou Hair ao Ricardo. “Ela é muito amiga do Cláudio Botelho e Charles Möeller (responsáveis pela versão e direção da peça), e me indicou para os testes. Ela já conhecia, tinha assistido, e me incentivou a fazer as audições. Já estamos ensaiando, eu farei o Hubert e talvez faça o alternante do George Burger, que é o protagonista. É muito legal”, disse. Kiara também estará no elenco de Hair.
![]() |
| Ricardo com o elenco de Mamma Mia |
Hair
A estreia de Hair na Broadway foi há 40 anos, gerando polêmica e se tornando um fenômeno por retratar o nascimento do movimento cultural hippie e da revolução sexual dos anos 60. Hair conta a história da Tribo, um grupo de hippies cabeludos politicamente ativos da Era de Aquário, que levam uma vida boêmia em Nova York e lutam contra o alistamento militar para o Vietnã. Muitas de suas canções tornaram-se hinos dos movimentos populares anti-guerra do Vietnã nos Estados Unidos. Entre os sucessos, Aquarius e Let the Sunshine In marcaram época. O elenco da montagem paulistana mescla atores que participaram da temporada carioca. O musical fará temporada em São Paulo, de 13 de janeiro a 29 de abril de 2012, no Teatro Frei Caneca.
Assinar:
Postagens (Atom)






