quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Cabaret, em Paulínia, ganha sessão extra. Ainda há ingressos


Jarbas Homem de Mello e Cláudia Raia em Cabaret
Assim como aconteceu em março, a nova temporada de Cabaret em Paulínia, com Cláudia Raia, teve os ingressos praticamente esgotados antes mesmo da primeira sessão começar. Mas, ao contrário da primeira vez que o musical esteve na cidade, quem deixou para comprar de última hora terá chance sim de ver a atriz em cena. O espetáculo entra em cartaz hoje, no Theatro Municipal de Paulínia, e fica até domingo. Quem ainda não tem ingresso, porém, deve correr para garantir um na sessão extra que foi aberta no sábado, às 17h30. Até o final da tarde de ontem, ainda havia ingressos em todos os setores e os preços vão de R$ 80,00 a R$ 140,00 (inteira). As vendas acontecem na bilheteria do local, (Av. José Lozano Araújo, 1551, Pq Brasil 500, Paulínia, fone: 3933-2140) e pelo site w
ww.ingressorapido.com.br. Cabaret traz uma história forte, dramática, mas ao mesmo tempo leve e divertida, com números musicais elaborados e canções marcantes. A trama do musical, baseada no livro de Christopher Isherwood, gira em torno do relacionamento da inglesa Sally com o escritor americano Cliff Bradshaw, encarnado pelo jovem ator Guilherme Magon. Além disso, ambientada no Kit Kat Club, uma decadente casa noturna em Berlim, em 1931, como pano de fundo, o espetáculo trata da ascensão do nazismo e como todos naquela época foram afetados por isso, uma tensão, porém, que aparece mais forte apenas no segundo ato. Até chegar nesse ponto, o público vai passear por cada personagem e pensar que realmente está em um cabaré. O clima de erotismo é forte, mas necessário para criar o ambiente da época, tudo no ponto certo, para ninguém se chocar. Também faz parte do musical o ator Jarbas Homem de Mello na pele de MC, o mestre de cerimônias do cabaré que abre, encerra e permeia todo o musical. Miguel Falabella (Hairspray, A Gaiola das Loucas e Xanadu) assina a versão brasileira da peça.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Teatros da Broadway farão homenagem a Gore Vidal

Os teatros da Broadway, em Nova York, vão fazer uma homenagem hoje ao escritor e dramaturgo americano Gore Vidal, morto na terça (31), aos 86 anos. Todos reduzirão suas luzes, às 20h, por exatamente um minuto, informou a Liga da Broadway.

A entidade salientou que durante mais de seis décadas, Gore Vidal nunca deixou de escrever, incluindo peças de teatro, ensaios e roteiros para o cinema, além de ser crítico cultural em todas as partes. Vidal, um intelectual da velha guarda, morreu de pneumonia em sua casa nas colinas de Hollywood. Uma de suas obras, The Best Man, está atualmente em cartaz na Broadway.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Multishow estreia reality com brasileiros em busca de fama na Broadway


Didi Wagner comanda o reality Dançando na Broadway; seis brasileiros vão tentar ganhar a vida em Nova York
Mostrar o encanto, a beleza, o glamour, e também retratar os desafios e dificuldades para fazer parte do universo Broadway estão em alta nas produções da TV. Começou com a ótima série Smash, com produção de Steven Spielberg e exibida no Brasil pelo Universal Channel. E agora quem pretende se aventurar por esse mundo é o Multishow, que estreia hoje, às 21h30, o reality Dançando na Broadway. Sob o comando de Didi Wagner, a atração vai mostrar seis bailarinos brasileiros residentes em Nova York - Gabriel, Danilo, Felipe, Livia, Rebeca e Alice - tentando prosperar no concorrido mundo teatral norte-americano.

A cada semana, eles vão passar por provas que reproduzem alguns dos mais famosos musicais da Broadway. A tarefa do episódio de hoje é cantar e dançar cenas do musical Chicago (que não está entre as maiores produções, mas possui um balé maravilhoso e é o musical americano mais antigo em cartaz). À medida que os ensaios e a preparação são exibidos, o público conhece os competidores um pouco mais.

A direção ficou por conta de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, dupla que assinou o documentário Dzi Croquettes (2009). No DVD do primeiro episódio enviado à imprensa, Dançando na Broadway, pelo menos por enquanto, não consegue dar a dimensão do que é realmente a Broadway. Mas isso seria impossível mesmo em um programa que tem apenas meia hora (começou mal, acredito). Não há como se aprofundar na história dos musicais. Porém, não custa dar uma chance. Vamos acompanhar.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Fame, o Musical sai de cartaz sem deixar saudades


Cena inicial de Fame, o Musical, que fica em cartaz até domingo no Teatro Frei Caneca, em São Paulo


Esta é a última semana de um musical que pouca gente ouviu falar – pelo menos nos palcos brasileiros. Mas não é de se estranhar isso, afinal, Fame – o Musical estreou há pouco mais de dois meses, em 12 de maio, e já está saindo de cartaz. As últimas cinco sessões serão apresentadas entre hoje e domingo e ainda há muitos ingressos disponíveis, inclusive para a última apresentação – e com valor promocional.

Mas vamos ao espetáculo. Fame é um musical que foi encenado em mais de 30 países, baseado no filme homônimo de 1980, que virou até uma série de TV. Ele fala basicamente sobre a vida de estudantes de artes que passam pela New York High School of Performin Arts, na 46th Street, para receber aulas de dança, música e atuação para, quem sabe um dia, fazer sucesso. Uma história que hoje é bastante, digamos, batida. Mas esse não é o único ponto negativo do show.

Klebber Toledo e Giulia Katz são Nick Piazza e Serena Katz
O problema é que o musical já começa mal. A primeira pessoa a soltar a voz assim que as cortinas se abrem é o mais recente galã global, Klebber Toledo (o Guilherme de Morde & Assopra). Por que começa mal? Simplesmente porque estamos falando de um musical e o loirinho não canta nada. É só mais um (virou moda nos musicais, infelizmente, pela visibilidade que vem ganhando atualmente) rostinho bonito e conhecido para atrair público. Não deu certo.

Tanto que o mesmo aconteceu com a (ex)protagonista da peça. A escolhida para interpretar Carmem Diaz - uma jovem e ambiciosa estudante de teatro que busca o estrelato sem medir as consequências de seus passos – foi a (também) mais nova Miss Globo, Paloma Bernardi (a Alice de Insensato Coração). Não posso dizer como foi a passagem dela por Fame porque ela foi cortada antes mesmo da peça estrear. Motivo: desafinava. Sorte do público, que ganhou a excelente Corina Sabbas no papel, definitivamente.

Voltemos ao musical. 

Então, depois da primeira cantoria desanimadora de Klebber como o engomadinho Nick Piazza, as coisas começam a melhorar... visualmente. Digo isso porque o cenário, as coreografias, o jogo no palco, são bem elaborados. Os números musicais são limpos e bem executados, mas fica nisso. A história não acontece. Não evolui, cansa, e não supera nem os High School Musical da vida. Por isso o primeiro ato é bom e o segundo péssimo. No primeiro, é a alegria, o glamour, o deslumbre dos alunos na escola, etc etc etc, então são basicamente números musicais isolados. Já a segunda parte, onde a dramaturgia deveria pegar, ixi, nada acontece.

Números musicais bem elaborados de Fame salvam a peça
Basicamente, são três histórias isoladas, três casais, tentando se acertar. O principal, como dito, da Carmem, é o melhorzinho, já que é único que apresenta alguma empatia, um drama real, alinhados ao talento de Corina. O segundo, formado por Klebber e Giulia Nadruz (como a apaixonada e inocente Serena Katz), ganha algum brilho graças a belíssima voz da atriz e suas cenas pra lá de cômicas. Mas o enredo é comum: a fã do mocinho popular do colégio que, depois de esnobar a coitada, acaba se apaixonando.

O terceiro casal, com perdão pela sinceridade, deveria ser cortado do musical. Rafael Machado (o talentoso bailarino, porém negro e analfabeto, então vítima de preconceito, Tyrone Jackson) e Gabriela Rodrigues (a estudiosa e melhor bailarina da escola, Iris Kelly) são sofríveis. Rafael é um ótimo dançarino, tanto que conheci seu trabalho, em 2006, como dançarino de um cruzeiro e depois o vi em outros musicais, sempre dançando. E ele realmente dança, e canta até, muito, mas deveria parar por aí. Sua atuação é fraca, decorada, sem expressão, sem sentimento, na verdade, é amadora. Gabriela não é tão iniciante, mas está longe de ser boa. Sem contar que, por ter recebido um papel de “melhor bailarina”, ela precisava apresentar uma dificuldade maior no balé, e não apenas “andar” na ponta de lá pra cá. O pas de deux final é triste, com direito a um tapinha na bunda que quase pede para o espectador levantar e ir embora. Os aplausos só não são completamente xoxos porque sempre há os colegas na plateia.

Espetáculo conta com 33 atores em cena
As versões em português também são outro ponto fraco no espetáculo. A maioria é brega e rasa, sem contar que mudar sílaba tônica de uma palavra para ela se encaixar na letra é a coisa mais porca que uma música pode ter. Músicas campeãs de breguice são Sendo a Meryl Streep e Minhas Crianças. Preste atenção se você for assistir.

Os números musicais da canção mais emblemática, Fame, são bons, mas resumindo, trata-se de um espetáculo visual interessante, mas com elenco fraco e história deprimente. Como um amigo disse, é a série B do campeonato dos musicais.

AGENDE-SE

Fame, o Musical
Onde:
 Teatro Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 , 6º andar, São Paulo) 

Quando: até 29 de julho. Quinta às 21h, sexta às 21h30, sábado às 17h e 21h e domingo às 18h. 
Ingressos: 
de R$ 50,00 a R$ 100,00.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Xanadu, de Miguel Falabella, estreia em Paulínia


Elenco do musical Xanadu, que fica em cartaz em Paulínia de 19 a 22 de abril, no Theatro Municipal: besteirol carioca


Minha reportagem publicada hoje, 19/04/12, no Correio Popular

Fábio Trindade
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
Fotos: Caio Galucci/Divulgação

Miguel Falabella, além de diretor, atua em Xanadu como Danny McGuire
Nos anos 1980, Miguel Falabella construiu e difundiu, ao lado de Vicente Pereira e Mauro Rasi, um gênero diferente, e tipicamente carioca, de fazer comédia nos palcos brasileiros: o besteirol. A comédia rasgada foi encenada nesse período em peças como As Sereias da Zona Sul e Miguel Falabella e Guilherme Karan, Finalmente Juntos e Finalmente ao Vivo.


O sucesso foi tanto que o estilo foi levado, posteriormente, para a maior emissora do País pelo ator, diretor, produtor e autor, como em Sai de Baixo, na década de 90, e, mais recentemente, em Toma Lá Dá Cá e no folhetim Aquele Beijo. Falabella jamais abandou o estilo que marcou sua carreira, mas também se aventurou em outras frentes, como importar musicais da Broadway. Começou com Os Produtores (2008), depois Hairspray (2009), passando por A Gaiola das Loucas (2010) e ainda assina a versão brasileira de Cabaret (2011), em cartaz atualmente no Rio de Janeiro.

Danielle Winits, Miguel Falabella e Danilo Timm durante cena de Xanadu
E se ambos os caminhos deram certo, juntá-los era só questão de tempo. “O espetáculo na Broadway já debochava do filme e da cena contemporânea americana. Então fazia todo sentido trazer para cá e transformar num besteirol como só os brasileiros sabem fazer e apreciar”, disse Falabella, se referindo a Xanadu, seu mais novo musical, que fará curta temporada em Paulínia, a partir de hoje, no Theatro Municipal. “É uma farra estar com esse elenco talentoso, nessa nossa grande brincadeira que é Xanadu”, completou ele, já que, além de dirigir a superprodução, Falabella atua na peça como Danny McGuire, papel que pertenceu a Gene Kelly no filme homônimo de 1980.


“Acho que é um grande exercício para ator o gênero do teatro musical, e uma delícia essa união de atuação e música”, afirmou. Miguel assumiu esse personagem depois que Sidney Magal, que inaugurou a versão brasileira e fez quase toda a temporada no Rio, deixou a produção. “Quando decidimos prorrogar a temporada, Magal teve de se ausentar por compromissos profissionais, e como eu já havia o substituído em outra ocasião, era a opção mais óbvia”, explicou.

Kira dança com o artista Sonny Malone
Ele também faz Zeus, que, na história, incentiva o jovem pintor Sonny Malone (Danilo Timm) a abrir um negócio, no caso, uma roller disco — modalidade de patinação artística com música disco. Aliás, com exceção de Falabella, todos os atores da peça cantam e dançam sobre rodas, um dos grandes diferenciais do musical.

Sonny é um artista fracassado que, ao tentar se matar, encontra Clio (interpretada por Danielle Winits, em seu oitavo musical), deusa da dança enviada do Olimpo para dar uma força ao artista. Disfarçada no mundo real como Kira, ela se torna a musa inspiradora de Sonny para achar seu Xanadu, “o lugar aonde ninguém ousa ir”, como diz uma das canções da peça.

Diferente da Broadway, considerada “simples” por Falabella, o público vai encontrar uma megaprodução no palco. São mais de 15 cenários, uma centena de figurinos, pássaros robotizados e telões de fibra óptica. “Tivemos de fazer pequenas adaptações de cenário para a turnê, mas nada que altere estruturalmente a peça. Por exemplo: tínhamos uns elevadores que auxiliavam em trocas, e davam um charme, mas que não alteram o espetáculo em sua essência”, lembrou Miguel.

Kira, na verdade, é Clio, uma deusa enviada do Olimpo
Acidente
A peça, entretanto, sofreu uma grande alteração recentemente. Um dos pontos altos do musical era um voo sobre a plateia realizado por Winits e, na época, por Thiago Fragoso, que dava vida ao Sonny. Porém, durante uma sessão na capital fluminense em 28 de janeiro, os cabos se romperam e eles despencaram sobre a plateia. Fragoso chegou a quebrar cinco costelas, não voltou mais à produção, o musical foi suspenso por um tempo e a cena foi retirada do roteiro. Falabella, sobre isso, não quis fazer nenhum comentário ao Caderno C.

Espetáculo sobre rodas dá um toque especial a história
Região
Paulínia entrou de vez no circuito dos musicais, mesmo que seja para curta temporada. Apenas este ano, já recebeu, além de Xanadu, Cabaret, estrelado por Cláudia Raia. E, para o segundo semestre, especula-se que o aclamado Tim Maia - Vale Tudo: O Musical (leia matéria na página C8), também aporta na cidade. “Em geral, um espetáculo desse porte gera custos bem difíceis de se manter numa temporada mais longa em praças fora do eixo de Rio e São Paulo, capitais, por uma série de questões”, contou Falabella, ao ser questionado sobre possíveis produções específicas para a cidade.

Telonas
O filme Xanadu, de 1980, gerou muitas expectativas ao escalar para o time Olivia Newton-John e Gene Kelly, os maiores nomes da época para o estilo. Ela tinha acabado de ganhar fama internacional com Grease - Nos Tempos da Brilhantina (1978), e ele já era consagrado principalmente por Cantando na Chuva (1952). Porém, nas bilheterias e na crítica, o sucesso não foi o mesmo. Com um orçamento de US$ 20 milhões, a arrecadação só foi suficiente para a produção se pagar e o longa ainda foi classificado como insosso, mal-dirigido e anêmico. A trilha sonora foi a única coisa que deslanchou, se tornando febre na época.

Serviço
O quê: Xanadu
Quando: hoje e amanhã, às 21h, sábado às 18h e 21h30, e domingo às 17h30.
Onde: Theatro Municipal de Paulínia (Av. José Lozano Araujo, 1551, Parque Brasil 500, Paulínia, fone: 3933-2140)
Quanto: de R$ 40,00 a R$ 140,00.

Vendas: pelo site www.ingressorapido.com.br e na bilheteria do teatro, das 13hs às 19hs. A meia-entrada é válida para estudantes, professores municipais e estaduais, idosos, sócios do Clube GT, clientes Porto Seguro e Azul Linhas Aéreas, e moradores de Paulínia.

terça-feira, 10 de abril de 2012

A lista cresce e o Ranking muda


Que o Brasil está vivendo o boom dos musicais, isso não é novidade para ninguém. Por isso, novos espetáculos estão pipocando em São Paulo e no Rio de Janeiro e, um bom amante do estilo, deve aproveitar as oportunidades e conhecer os novos espetáculos. Recentemente, assisti mais dois musicais e, por isso, o ranking do melhor para o, digamos, menos atrativo, precisa ser atualizado. Os dois que entraram são Um Violinista no Telhado, que ocupa agora a posição 15º, e A Família Addams, que assisti há apenas dois dias, e ocupou o 10º lugar. Os dois são bons e com estilos bemmmm diferentes. O primeiro com uma história cativante e delicada, mas sem grandes números musicais (estamos falando de um musical). Já o segundo é hilário, um ótimo programa de entretenimento para toda a família, com Marisa Orth e Daniel Boaventura impagáveis como Mortícia e Gomez Addams. Vale muito a pena os dois. Só mais um detalhe, Hair subiu algumas posições depois que assiti a produção nacional. Ainda é fraco, mas nem se compara com o musical apresentado na Broadway.
  1. O Fantasma da Ópera
  2. Les Miserables
  3. Love Never Dies
  4. O Rei Leão
  5. A Bela e a Fera
  6. Wicked
  7. Mary Poppins
  8. Hairspray
  9. Jekyll & Hyde - O Médico e o Monstro
  10. A Família Addams
  11. A Noviça Rebelde
  12. Mamma Mia
  13. Cabaret
  14. Miss Saigon
  15. Um Violinista no Telhado
  16. Chicago
  17. Gypsy
  18. As Bruxas de Eastwick
  19. A Gaiola das Loucas
  20. Hair
  21. Evita
  22. South Pacific
  23. Cats
  24. Aladdin