sábado, 28 de janeiro de 2012

Veja Marisa Orth e Daniel Boaventura como Mortícia e Gomez Addams


A curiosidade finalmente foi sanada. As primeiras fotos do elenco brasileiro caracterizado como A Família Addams foram divulgadas ontem, dia 27 de janeiro. Todos que acompanham o meio musical estavam ansiosos para ver Marisa Orth como a impagável Mortícia, e Daniel Boaventura na pele do apaixonado Gomez Addams. Como era de se esperar, a engraçadíssima dupla combinou perfeitamente com os papéis e a expectativa para a estreia da peça, que acontece no dia 2 de abril, em São Paulo, aumentou ainda mais.

Na primeira foto, é possível toda a família reunida: Mortícia (Marisa Orth), Gomez (Daniel Boaventura), Wandinha (Laura Lobo), Nicholas Torres (Feioso), Vovó Addams (Iná de Carvalho) e Fester (Claudio Galvan), além do mordomo Tropeço (Rogério Guedes).

Os cliques foram feitos este mês, olha que propício, na sexta-feira 13. Os atores se reuniram em um estúdio no bairro do Alto de Pinheiros para a sessão de fotos e a primeira caracterização do elenco da comédia musical.

O musical A Família Addams se tornou uma das mais bem sucedidas produções da Broadway quando estreou em abril de 2010 em Nova York, faturando mais de $ 64 milhões. Porém, o sucesso não durou muito e o musical teve sua última apresentação na cidade no dia 31 de dezembro do ano passado, após 34 previews e 725 apresentações. Um tour nacional pelos EUA foi lançado no dia 15 de Setembro. O Brasil será o primeiro país fora dos Estados Unidos a receber a montagem. Sidney, na Austrália, também montará a peça, mas apenas em 2013.

Serviço – A Família Addams
Local: Teatro Abril - Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista.
Estreia:  2 de março de 2012
Dias e Horários: Quintas e Sextas, às 21h; Sábados às 17h e 21h; Domingos, às 16h e 20h.
Capacidade: 1.530 lugares
Estacionamento: O teatro não possui estacionamento próprio
Assentos: O teatro conta com 16 assentos para deficientes físicos e 11 para pessoas obesas.
Classificação etária indicativa: Menores de 12 anos: permitida a entrada (acompanhados dos pais ou responsáveis legais).

Preços
SETOR                    Qui, Sex e Dom, às 20h        Sab 17h /21h e Dom, às 16h
PLATÉIA VIP           R$ 230,00                              R$ 250,00
PLATÉIA A              R$ 170,00                              R$ 190,00
PLATÉIA B              R$ 140,00                              R$ 150,00
CAMAROTE             R$ 170,00                              R$ 190,00
BALCÃO                 R$ 80,00                                R$ 90,00
BALCÃO                 R$ 70,00                                R$ 80,00

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Les Miserables e o encanto de suas canções

Este começo de ano está bastante corrido e infelizmente não tenho conseguido atualizar muito o Blog. Mas, para não deixar os amantes dos musicais sem nada para ver, decidi postar um vídeo com uma das minhas músicas favoritas (e mais tocantes do gênero), que faz parte de uma das mais (ou talvez a top) fortes peças que já vi.

No vídeo, Empty Chairs At Empty Tables é interpretada por Nick Jonas, no concerto Les Miserables 25º Anniversary, em comemoração aos 25 anos do musical em cartaz em Londres.

Apesar de muito bonita, alguns pontos precisam ser colocados nessa versão. A expressão de cachorro molhado do irmão mais novo da trupe Jonas Brothers não é das melhores, sem contar a voz levemente infantil. Mas esses não são os maiores problemas.

O que me incomoda mesmo é o fato de Nick errar o último verso da música (ou mudar propositalmente, como alguns gostam de dizer).

Ao invés de encerrar a música (como deveria) com a frase:
“Empty chairs at empty tables
Where my friend will sing no more.”

Ele repete o verso cantado na estrofe anterior:
“Empty chairs at empty tables
Where my friends will meet no more.”

Uma pena, porque a versão correta representa TUDO o que a música quer passar, muito diferente da frase anterior, que ele canta duas vezes.

Masssss...mesmo assim, vale a pena ouvir.

Como o vídeo não pode ser incorporado, segue o link para ver direto no YouTube.

http://www.youtube.com/watch?v=dYToP5ZfydE

Só para constar, atualmente, Nick é protagonista do musical da Broadway, How to Success in Business Without Really Trying, que era protagonizada por Daniel Radcliffe.

Aliás, parece que o rapaz quer seguir a mesma linha do eterno bruxo. Recentemente, ao ser perguntado sobre Radcliffe, que protagonizou uma cena de nudez muito comentada na peça Equus, há alguns anos, Nick se mostrou bem aberto a esse tipo de trabalho. "Não sei se eu faria como ele, mas eu pensaria nisso, sem dúvida. Precisamos estar abertos a tudo", afirmou, e ainda completou: “Não pode se fechar às propostas, mesmo que elas exijam alguma cena desse tipo”.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Cabaret e Hair inauguram temporada 2012 de musicais em SP

Minha reportagem publicada no jornal Correio Popular nesse domingo, 15/01/2012

Claudia Raia é Sally Bowles em Cabaret
Fábio Trindade
DA AGÊNCIA ANHANGUERA

O que uma prostituta, uma tribo de cabeludos, uma família com hábitos bem estranhos, três Drag Queens e um cantor de MPB têm em comum? Se a primeira resposta que vier a cabeça for nada, já adianto que eles têm sim algo a compartilhar. Afinal, estamos falando dos personagens de musicais que vão encantar o público na temporada 2012, em São Paulo. Podemos dizer, inclusive, que a capital paulista realmente se tornou a Broadway brasileira. Apenas no primeiro semestre do ano, para se ter ideia, pelo menos seis grandes produções estarão em cartaz, como, seguindo a ordem dos personagens citados no início do texto, Cabaret, Hair, A Família Addams, Priscilla – A Rainha do Deserto e Tim Maia – Vale Tudo, o Musical.

Dando largada à maratona de música, dança, canto e enredos espetaculares, a peça estrelada por Claudia Raia, Cabaret, retornou anteontem ao teatro Procópio Ferreira, no Jardim América, e ficará em cartaz até 26 de fevereiro. Encenado pela primeira vez há exatos 45 anos, Cabaret se tornou um dos musicais de maior sucesso de todos os tempos, principalmente pelo sucesso que a história fez no cinema, consagrando Liza Minnelli no papel da prostituta Sally Bowles.

Não pense, entretanto, que você verá a mesma personagem no palco paulistano. “É uma Sally muito diferente”, explica a orgulhosa Claudia Raia, que esperou mais de 20 anos para conseguir comprar os direitos da peça e finalmente realizar o sonho de interpretar esse papel. “No filme, por motivos óbvios em Hollywood, ela não podia ser uma prostituta, porque na época não se falava abertamente sobre isso. Na peça, ela é uma personagem muito solitária, alcoólatra, então a gente pesou um pouco nas tintas, na história real do livro, que é uma Sally soturna, underground.”

Ambientada no Kit Kat Club, uma decadente casa noturna em Berlim, em 1931, a trama, baseada no livro de Christopher Isherwood, gira em torno do relacionamento da inglesa Sally com o escritor americano Cliff Bradshaw, encarnado pelo jovem ator Guilherme Magon. Claudia foi convidada em 1989 para a única versão de Cabaret no País, mas não pode aceitar devido a novela Rainha da Sucata. Desde então, ela nunca mais tirou Sally da cabeça.

“Esse personagem tem tudo o que uma atriz de musical quer fazer. Ele tem uma música espetacular, difícil e desafiadora. Em termos de dança eu consigo mostrar vários estilos. E estamos falando de uma Sally Bowles que é, ao mesmo tempo, hilária, leve, gozadíssima, mas que, no fundo, é uma mulher extremamente infeliz, que não consegue aguentar com ela mesma. Ela só existe na hora que o foco de luz se acende e ela canta no cabaré”, conta.

A grandiosidade da peça também pode ser vista em números. São mais de 80 profissionais envolvidos, entre artistas e técnicos, 150 figurinos provocantes, ousados e brilhantes (apenas Claudia Raia usa dez figurinos e tem nove trocas de roupas durante o espetáculo), 18 músicas, 40 perucas usadas pelo elenco e 11 mesas, que acomodam um total de 60 pessoas (do público) instaladas em cima do palco, tudo para deixar um verdadeiro clima de cabaré. “E você com certeza sentirá que está em um Cabaret”, avisa Claudia.

Após temporada de sucesso no Rio, Hair chega a São Paulo
Hair

Saindo da Berlim da década de 30 para uma Nova York tomada por hippies no final dos anos 1960, o musical Hair deixou o sol entrar no Teatro Frei Caneca, na Consolação, desde sexta-feira, e ficará em cartaz em São Paulo até 29 de abril. Após ser vista por mais de cem mil pessoas no Rio de Janeiro, a versão brasileira assinada pela dupla Claudio Botelho e Charles Möeller (responsável por clássicos como A Noviça Rebelde e As Bruxas de Eastwick) chega com novo elenco e a promessa de colorir a cidade e relembrar sucessos como Aquarius e Let the Sunshine In.

Assim como Cabaret, porém, quem pensa que verá uma versão teatral do filme homônimo de Milos Forman, de 1979, está tremendamente enganado. Além das regalias disponíveis para as telonas, alguns personagens e o próprio enredo são diferentes. Mas, segundo Botelho, isso não afeta a força de Hair. “Eu venho da experiência do Rio, que também tinha um público com essa expectativa do filme, e o que posso dizer é que o poder musical é tão forte, que as pessoas não vão esperando pela história, mas pelas músicas. E, quanto a isso, o público será atendido, porque elas todas estão lá. As pessoas embarcam na trama e esquecem a historia do filme.”

Hair se consagrou como uma das principais referências do movimento cultural e comportamental que mudou o mundo nas décadas de 60 e 70. Em plena Guerra do Vietnã, jovens abastecidos com LSD vivem o amor livre, o rock psicodélico e a filosofia oriental. A peça original estreou em 1967 no circuito off-broadway e logo chamou a atenção devido a uma emblemática cena de nudez frontal e ausência de cenários e de uma coreografia formal.

O campineiro Ricardo Nunes, que já fez Mamma Mia e Jekyll & Hyde - O Médico e o Monstro, integrou o elenco de Hair em São Paulo. “Foi a Kiara Sasso (queridinha dos musicais e namorada de Nunes) que me indicou para os testes e deu tudo certo. É realmente muito legal fazer parte dessa peça”, disse.

“É um elenco bastante diferente do original do Rio, mas com um rendimento muito bom. A troca de elenco nunca é um problema, é doloroso, mas faz parte da profissão e não faz a peça perder o encanto”, lembrou Botelho.


Priscilla, A Rainha do Deserto estreia em março em SP
O que vem por aí...

O palco do Teatro Abril recebe em março a montagem cantarolada de A Família Addams, pouco tempo após sua estreia na Broadway. Marisa Orth e Daniel Boaventura dão vida aos famosos personagens Mortícia e Gomez Addams. Na trama, Wandinha, a filha do casal, leva seu namorado considerado normal para jantar e conhecer a sua família, para desgosto de todos.

Outro clássico das telas que chega aos palcos de São Paulo é a adaptação musical de Priscilla, A Rainha do Deserto. Sucesso nos palcos da Broadway e em Londres, o espetáculo terá sua versão brasileira também a partir de março. O musical contará a história de três Drag Queens que são contratadas para fazer um show no meio do deserto australiano, viajando a bordo do ônibus Priscilla.

Estreando no gênero musical, o ator José Mayer, indicado ao prêmio Shell de Teatro, traz o espetáculo Um Violinista no Telhado, também dirigido por Charles Möeller e Claudio Botelho. Baseada nos contos judiciais de Shalom Aleichem, a peça narra a história de Tevye, pai de cinco filhas que trabalha como leiteiro de um vilarejo judeu na Rússia Czarista.

Depois do enorme sucesso no Rio, o elogiadíssimo Tiago Abravanel, neto de Silvio Santos, chega ao Estado com a peça Tim Maia – Vale Tudo, o Musical. O espetáculo mostra a trajetória do cantor desde a infância na Tijuca, quando era entregador de marmitas, até sua morte, passando pelo período que morou em Nova York, até as primeiras bandas.

Ponto de Vista - Fábio Trindade

Primeiramente, algo importante de ser dito para os preconceituosos, sempre, é que as produções nacionais não ficam devendo em nada para as tidas como originais, seja em Nova York ou Londres. Digo isso porque já ouvi, muitas vezes, frases como “eu não assisti porque não gosto de montagens brasileiras”. Quanta bobagem. A avalanche de musicais em São Paulo e no Rio de Janeiro provam que o gênero criou seu público e profissionais capacitados para manter várias peças em cartaz ao mesmo tempo. E se o estilo vem crescendo, é porque tem qualidade.

Basta passar pelas portas do Teatro Procópio Ferreira, por exemplo, para realmente se sentir em um cabaré. As mesas no palco, a iluminação fraca, a música de fundo, o ambiente esfumaçado. Quando o musical começa então, pronto, entregue-se ao clima de azaração, diversão e até erotismo (tudo na medida certa) pelas próximas três horas. Corpos sarados tocando-se em coreografias sensuais, alinhados a boa música e um roteiro impecável completam o proposto. Claudia Raia... bom, é Claudia Raia. A atriz de 45 anos, além de exibir um corpão de deixar qualquer garotinha de 20 anos com inveja, mostra porque queria tanto fazer esse personagem. A transformação da personagem no palco é algo impressionante, passando por uma divertidíssima prostituta, que engana o companheiro para ter onde morar, até um trapo de pano largado no canto depois de ser usado. Um desafio, mas cumprido brilhantemente.

Já Hair, que luta para mostrar uma tribo sem preconceito, pode, digamos, gerar diferentes opiniões. A versão de Nova York, a que eu conheço, ganha força, obviamente, com as músicas clássicas da trama e um final que coloca o público, literalmente, para dançar. Mas em diversos momentos, a falta de ligação no roteiro transforma o enredo político em puro tédio. Mas, como disseram os responsáveis pela montagem brasileira, versão não quer dizer cópia, e as coisas podem ser bem diferentes por aqui. Algo até frequente no mundo dos musicais, ultimamente.

Serviço

O quê: Cabaret
Quando: de 13 de janeiro a 26 de fevereiro
Onde: Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2.823, Jardim América, São Paulo, fone: (11) 3083-4475)
Quanto: de R$ 40,00 a R$ 200,00

O quê: A Família Addams
Quando: estreia em 2 de março
Onde: Teatro Abril (Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista, São Paulo, fone: (11) 3105-2039)
Quanto: de R$ 70,00 a R$ 250,00

O quê: Hair
Quando: de 13 de janeiro a 29 de abril
Onde: Teatro Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569, Shopping Frei Caneca, 6º andar, São Paulo, fone:(11) 3472-2226)
Quanto: R$130,00(quinta e sexta) e R$ 160,00 (sábado e domingo)

O quê: Priscilla, A Rainha do DesertoQuando: estreia em 16 março
Onde: Teatro Bradesco (Rua Turiassu, 2100, Perdizes - Shopping Bourbon, São Paulo, fone: (11) 3670-4100)
Quanto: Não Divulgado.

O quê: Tim Maia – Vale Tudo, o Musical
Quando: estreia em 9 de março
Onde: Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2.823, Jardim América, São Paulo, fone: (11) 3083-4475)
Quanto: Não divulgado

O quê: Um Violinista no Telhado
Quando: estreia em 22 de março
Onde: Teatro Alfa (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, São Paulo, fone: (11) 5693-4000)
Quanto: Não divulgado

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Quatro Fantasmas seduzem Nicole Scherzinger

Se alguém me perguntasse que cantora poderia ser Christine, de O Fantasma da Ópera, acho que uma das minhas últimas opções seria a ex-Pussycat Dolls e atual jurada do reality The X Factor, Nicole Scherzinger. Mas não é que ela foi convidada para cantar ontem o grande tema desse incrível musical no programa londrino Royal Variety Performance. E como companhia não um, mas quatro Fantasmas. Ramin Karimloo, Simon Bowman, Earl Carpenter e John Owen-Jones acompanharam a morena na apresentação em comemoração aos 25 anos da peça. Só mais uma coisa: não pense que ela deixou a desejar. Ao contrário, Nicole alcançou notas que eu realmente duvidei que ela conseguisse e arrasou. Vejam no vídeo e se arrepiem.


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Kacau Gomes é simplesmente SENSACIONAL

Kacau Gomes como Lucy Harris em Jekyll & Hyde
A história do musical Jekyll & Hyde - O Médico e o Monstro, por si só, é linda. Quando feita por atores/cantores incríveis, aí não tem para ninguém. Além de ter no elenco Nando Prado (O Fantasma da Ópera, Miss Saigon) e Kiara Sasso (quase todos rs rs rs), uma pessoa me encantou na peça. Nunca (infelizmente) tinha ouvido falar em Kacau Gomes...uma grande estupidez de minha parte...porque quando essa mulher abriu a boca, interpretando a música como vocês verão, é quase impossível não se emocionar. Ela chegou a ser escalada para fazer As Bruxas de Eastwick, mas, ai ai, foi substituída. 

Na versão brasileira de Jekyll & Hyde ela fez a prostituta Lucy Harris, mas Kacau já passou por outras grandes produções, como Beatles num Céu de Diamantes, Godspell, Tudo é Jazz, além de ter feito dublagens para animações como Shrek, Mulan, Príncipe do Egito, A Princesa e O Sapo, Hércules, O Rei Leão, e turnês com cantores como Marisa Monte, Ivete Sangalo, Ed Motta, Carlinhos Brown, ufa.


Para conhecer o talento dessa pessoa, veja Kacau Gomes no espetáculo Standup Musical cantando Someone Like Me, do musical O Médico e o Monstro.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Musical do Homem-Aranha completa 1 ano. Confira a opinião de quem já assistiu

O mais caro musical da história da Broadway também foi o mais comentado em 2011. E, para tristeza dos produtores, o “falatório”, na maioria das vezes, não foi para elogiar. Com o nome Spider-Man - Turn Off the Dark, o musical do Homem-Aranha completou um ano de apresentações no final de novembro e ainda quebrou o recorde do Teatro Foxwood, arrecadando 2,07 milhões de dólares de bilheteria. O espetáculo de 70 milhões de dólares, entretanto, enfrentou todo tipo de problema, desde os acidentes sofridos pelos protagonistas da peça nas primeiras apresentações, passando por críticas devastadoras detonando a produção e a expulsão da diretora da obra, Julie Taymor (que ganhou um Tony pelo fantástico musical O Rei Leão), até o adiamento (seis vezes) da estréia oficial.

Sua primeira exibição ocorreu em 28 de novembro de 2010, mas a largada oficial foi apenas em junho deste ano. Desde então, mais de 600 mil pessoas passaram pelo teatro. Mas, um ano depois, os produtores ainda confirmam que algumas modificações precisam ser feitas. Por isso, a peça fechará em abril para ser reformulada e reabrirá em junho de 2012.

Infelizmente, eu (ainda) não assisti ao musical, então pedi para dois amigos e colegas de profissão escrever suas opiniões sobre o Homem-Aranha. Eles, gentilmente, aceitaram. Assim, quem pretende viajar para Nova York e tem a intenção de assistir ao espetáculo, já pode ter uma ideia do que irá encontrar.

 
Bibiana Sant’Ana – editora de turismo do Correio Popular e dona do blog www.comigonaviagem.com.br

O espetáculo da Broadway Spider Man – Turn Off the Dark vale cada centavo de dólar do (nada barato) ingresso. Com músicas do Bono e The Edge, o espetáculo teve estreia em junho, após alguns incidentes nos ensaios. Pudera. Só depois de assiti-lo, a gente consegue entender, afinal as acrobacias (com direito a estrutura de circo) são a tônica do espetáculo.

Apesar de as músicas serem dos figurões do U2, do enredo ser a conhecida história do Homem Aranha, para mim, o ponto alto do musical fica por conta dos cenários espetaculares, coloridos, que inserem o espectador na HQ da Comics.

Quer um conselho? Compre os ingressos no Brasil (site oficial: www.spidermanonbroadway.marvel.com), já que as filas são gigantes. Cuidado com o lugar que você vai escolher, pois poderá perder algumas acrobacias tanto do herói quanto do vilão Duende Verde (as poltronas da parte de trás e no balcão acho que são as melhores).

Paulo Campos – jornalista do portal RAC (www.rac.com.br), da Rede Anhanguera de Comunicação (RAC)

Em minha última viagem aos Estados Unidos fui para Nova Iorque com o ticket de Spider-Man - Turn Off the Dark já comprado. Peguei uma poltrona lateral no alto do terceiro andar no teatro, depois vi que foi uma ótima escolha, assistindo as lutas do alto com uma visão clara de tudo.

Quanto ao musical, uma frase 'martelava' em minha cabeça, o que faz um bom musical? Para mim, mero novato na questão de apreciar musicais da Broadway, a música é algo que deveria ser limpa, clara e bem executada. Não posso ser tão cruel e destruir um espetáculo desse porte falando que nada da parte sonora valeu a pena. A sonoplastia e a orquestra deram um ótimo fundo para todas as ações do cabeça de teia. Quanto as músicas cantadas pelos atores aumentaram a minha decepção de modo geral ao ver dois norte-americanos sentados ao meu lado dizendo: Não estou entendo uma palavra - Imagine eu que tenho um inglês intermediário.

Os cenários são lindos, com muitos recursos tridimensionais e várias trocas de personagens ícones da história do Homem-Aranha. O problema é que muitos deles não condizem ao tempo em que a história é narrada - a origem do herói. Algo para eu, fã do personagem imperdoável, mas cabivel se levar em conta que o show é voltado para o grande público que lotou os cinemas para ver a película do super-herói.

Era possível ver dezenas de crianças e adultos rindo, chorando e vibrando com cada mergulho do aracnídeo pendurado por um mecanismo que permitia o herói realizar manobras iguais ao desenho animado.

Na minha opinião, apenas o cenário e a tecnologia empregada na peça fez valer a pena os US$100 gastos.

Sei que a comparação é complicada, mas o musical do Rei Leão para mim conseguiu me entreter e empolgar nos três quesitos: cenário, história e música.